São os anéis de Oxum
As contas de Iemanjá
A serenidade de Nanã
A valentia de Oiá.
Benditas sejam essas moças,
Que têm a gentileza de cuidar de Oxalá.
Uma dando seu ventre, essa é a mais sagrada,
Vai perpetuar seu nome,
Saudações ora ye, ye.
Saluba Nanã, saluba.
Bendito esse seu destino que preparou sua carne,
Para ser a avó do menino.
Nessa vida, o bom começo é a educação do berço.
Salve a Iemanjá que abriu o Mar Vermelho.
Estala Iansã, instala sua ventania na escrita da Cabala.
Sua luz é um poema nos olhos de Madalena.
Do olho d´água nasce um rio admirável e fecundo.
Não há nenhum paralelo na história do nosso mundo,
Quanto a saga das mulheres que cuidam de Jesus.
Talvez por isso, Jerusalém não dorme.
Ela também é mulher, é mãe.
Suas obrigações enormes,
Doa vida, ergue cruz.
E sofre de febre intensa, quem de Deus teve licença,
Prá conviver com a presença da treva e da luz.
Altay Veloso (extraído do livro Ogundana – O Alabê de Jerusalém)

Nenhum comentário:
Postar um comentário