Mandem suas mensagens, dêem sugestões....

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MENSAGEM AOS JOVENS (Mãe Zilméia de Moraes)

O mais importante é que tenham pureza para seus corações, consciência das dificuldades que os esperam num caminho que sempre é árduo, no qual muitas vezes sal Fé será testada,  sabedoria para se desviarem dos falsos mestres.
Aqueles que mistificam os ensinamentos da verdadeira Umbanda, na busca de interesses escusos ou simplesmente por uma questão de vaidade.
Aqueles que oferecem conhecimento e sabedoria como coisas fáceis de serem conquistadas, como se houvesses atalhos para o crescimento pessoal e espiritual. Lembrem-se que, na Umbanda, assim como na vida, as coisas devem ser aprendidas num longo e, muitas vezes, penoso caminhar. Tudo sem seu tempo e sua hora. E QUE O SUCESSO RÁPIDO DE HOJE PODE SIGNIFICAR O FRACASSO DE AMANHÃ.
Para se construir algo que permaneça firme, principalmente se quisermos que continue o crescer, sempre necessitaremos de bases sólidas.
Quanto mais fortes, melhor. Devem ainda ter sempre em mente que a Umbanda foi, é e sempre será baseada na simplicidade, na humildade e na caridade. E que estes são os verdadeiros ensinamentos da Umbanda, dos quais vocês nunca deverão se afastar.
Usem seus corações como guias, façam suas orações pedindo aos seus mestres espirituais, orientação nos momentos de dúvidas e sobre quais caminhos trilhar e como proceder diante das dificuldades e mesmo das facilidades que a vida nos dá. Uma vez que o caminho mais fácil nem sempre será aquele que nos fará mais felizes.
Tenham fé em Deus, em Oxalá, em nossos guias e protetores espirituais e sejam humildes e caridosos, pois esta é a própria razão de ser da Umbanda.
Que Deus os abençoe!
Fonte: Jornal Umbanda Sagrada

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A VERDADEIRA VISÃO DE EXU


Os guardiões do terreiro, Entidades de segurança nos Templos de Umbanda.

Temos que começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Vamos a partir de agora ver o Exú e a Pomba Gira como aquela polícia que guarda e toma conta das ruas obedecendo sempre uma hierarquia de comando, que é o Exú chefe do Terreiro, e acima dele os guias chefes da Casa. Podemos também ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a "sujeira". Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido.

E as Pomba-giras seriam as "margaridas" mulheres que trabalham também na limpeza de nossas ruas e nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm "para arranjar casamento" ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa absurda e vulgar... O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

O que é esse lixo?

Nossos pensamentos negativos.

Nossa sociedade desigual, perversa e preconceituosa.

Nossas ações.

Nossas emoções negativa se sobrepondo a nossa capacidade de amar.

Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.

Sabendo que a religião de Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é "A manifestação do espírito para a prática da caridade", qual a principal função desempenhada pelos Exús nos nossos Templos, Terreiros, Casas ou Centros?

Na Umbanda o Exú é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral *.

A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia.

Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação.

Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas.

Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões...) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.

A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite "moça".
Exú é MOJUBÁ - Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja "armar emboscadas vivendo a noite". Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião.

Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo:
Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas.

Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo "Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas".

fonte:
CASA BRANCA DE OXALÁ TEMPLO UMBANDISTA

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Trecho do livro "OGUNDANA - O ALABÊ DE JERUSALÉM"


Sou portador de um colar, uma guia que foi por Oxum batizada.
Pertenço à hierarquia dos que vivem em sintonia
Com o raio que Xangô envia rumo ao palácio das águas.
Tenho a guia até hoje, e nela todos os registros.
Desde a saída da aldeia até o encontro com Cristo.
Deitada nas águas do Nilo, ouviu os meus atabaques,
Cruzou o Mediterrâneo,
E no rio de João Batista quando umedecia suas contas,
Uma estrela de seis pontas, vinda dos céus da Judéia,
Uniu sua força à dela e, juntas, estrela e guia,
Buscaram a sabedoria, nas ondas da poesia, das águas do Mar da Galiléia.
Hoje vivo no deserto, longe de qualquer cidade,
Aqui me sinto mais perto das coisas que são mais simples, mais próximas da verdade.
Aqui recebo a saudade como visita importante,
E ela chega elegante com uma rica vestimenta, usando um colar de preciosas pedras.
Que desce pelo seu colo feito uma cachoeira.
Em uma das mãos ela traz um candelabro aceso com sete raios,
Na outra um machado de tronco de oliveira,
Senta-se feito uma esfinge ao lado de minha cama,
Os meus cabelos tinge com rena egipciana,
E com a inocência das virgens, me beija, me abraça, me ama,
Até que eu tenha vertigens e volte às minhas origens,
Onde meu pai dorme ao lado de sua formosa dama.
E assim eu volto prá casa.

Trechos do livro Ogundana – O Alabê de Jerusalém (Altay Veloso)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE, O GRANDE

Quando à beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:
        1.     Que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;
        2.     Que fosse Que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas...); e
      3.  Que suas duas mãos fosse deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.
Um de seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões. Alexandre explicou:
1.    Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte.
2.    Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;
3.    Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.....


terça-feira, 9 de novembro de 2010

A TAL DA EGRÉGORA...


“Egrégora são aglomerados de moléculas do Plano Astral, que tomam forma quando são criadas pelo pensamento nítido e constante de uma pessoa ou de um grupo de pessoas e passam a ‘viver’ magnetizadas por essas mentes.

Tais criações podem apresentar vários tipos: ‘anjos de guarda’ ou ‘protetores’, quando fortemente mentalizados pelas mães para a custódia de seus filhos, e sua ação será benéfica;
podem servir de perseguidores, obsessores, atormentadores quando criados por mentes
doentias; podem ser formas que se agregam à própria criatura que as cria mentalmente
e as alimenta magneticamente; têm capacidade de resistir para não se deixarem destruir pelo pensamento contrário.

‘São comuns esses agregados ao redor das criaturas,obra puramente do poder mental sobre o astral.
Assim são vistas formas mentais de ambições de ouro, de desregramento sexual, de gula, de inveja, de secura por bebidas alcoólicas etc.

Essas aglomerações, quando criadas e mantidas por magnetização forte e prolongada de numerosas pessoas (por vezes, durante séculos e milênios), assumem também proporções gigantescas, com poder atuante, por vezes quase irresistível.

Denomina-se, então, um egrégoro.

E quase todos os grupos religiosos o possuem; alguns pequenos, outros maiores, e por vezes tão vasto que, como no caso da Igreja Católica de Roma, estende sua atuação em redor de quase todo o Planeta, sendo visto como uma extensa nuvem multicolor, pois apresenta regiões em lindíssimo dourado brilhante, outras em prateado, embora em certos pontos haja sombreado escuro, de tonalidade marrom-terrosa e cinzenta.

Isso depende dos grupos que se elevam misticamente e com sinceridade e de outros que interferem com pensamento de baixo teor (inveja, ódio de outras denominações religiosas, ambições desmedidas de lucro etc).

Há também os egrégoros de grupamentos outros, como de raça, de pátria etc.

Funcionam quase como uma ‘bateria de acumuladores que são alimentados pelas mentes que os cria’, como escreveu Leadbeater em “O Plano Astral” (Editora Pensamento).

Logicamente, quanto mais forte é a criação e a alimentação,mais poderoso e atuante se torna esse ser artificial, muitas vezes cruel com seu próprio criador, pois não possui discernimento do bem ou do mal e age automaticamente com a finalidade para que existe.”

Texto extraído da obra “Técnica da Mediunidade” (Editora Sabedoria), de Carlos Torres Pastorino.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

MENSAGEM DO CABOCLO MIRIM


-Abra seu corpo, esqueça a vida material e fale somente o necessário;

-Não interceda no comportamento de ninguém, por mais estranho que seja, respeitando a todos indiscriminadamente, pois assim estará respeitando a si próprio.

-Não ria nem caçoe de ninguém, mantendo o silêncio absoluto e total.

-Não ache graça nas entidades incoroporadas, pois as mesmas comportam-se de diversas maneiras, mesmo achando que os mesmos não estejam firmes com o guia, pois os mesmos estão em evolução como todos nós e fazem parte importante de nosso trabalho.

-Evite contato físico com os outros, não ponha a mão na cabeça de ninguém, pois você desconhece o que as pessoas trazem consigo mesmo de bom ou de ruim. Somente os médiuns juramentados podem fazer isso, assim assumindo essa responsabilidade.

-É perigoso dar consulta, pois no momento da consulta você está assumindo uma responsabilidade espiritual consigo mesmo.

-A alimentação, bem como o zelo pelo seu corpo físico, é fator preponderante para a boa captação dos fluidos que emanam do aspiral ascendente formado pela ectoplasmia de todos e que de lá vem a verdadeira cota para cada um, de acordo com seus merecimentos.

-O valor da entidade depende de seu corpo físico e mental do cavalo, e se o mesmo não tiver uma boa saúde psico-físico e mental a entidade não terá nada para dar a quem necessite.

-Acompanhe mentalmente e cante as curimbas, pois as mesmas são orações cantadas e trazem nas suas palavras verdadeiras filosofias de vida. Não interceda nos Ogãs solicitando cantar essa ou aquela curimba simplesmente porque você acha bonita ou que rima bem. A curimba é fator de importância nos trabalhos, é fundamento dentro do ritual de Umbanda Sagrada, cabe a quem estiver comandando a gira ordená-las de acordo com a necessidade.

-Abra seu coração, Oxalá veio ao mundo e não o virou, trouxe a sua doutrina e foi um observador, não será você que poderá julgar os outros. Seja portanto um observador oculto da vida, pois viemos ao mundo para sermos comandados e não comandantes.

-Seja um pequeno homem num mundo grande e não um grande homem num mundo pequeno.

-Mediunidade é uma coisa doutrina espírita é outra. A mediunidade processa-se de diversas maneiras, quer na audição, tato, visão, olfato, incorporação, e etc. doutrinação é o que fazemos nas giras com as entidades, pois: trabalhamos para as almas e não com as almas.

-A nossa doutrina não conserta a vida de ninguém, mas cria condições para que cada um conserte sua própria vida de acordo com seu paladar.

-Numa sessão todos são vistos e observados e cabe a cada um a responsabilidade espiritual dos seus atos.

-Abra sua mente para que você possa verdadeiramente levar consigo e para os seus, fluidos de paz e felicidade de acordo com seu merecimento.

-Não interceda na vida dos outros os aconselhando, pois você não sabe dos merecimentos dos mesmos e assim procedendo você não assume responsabilidades espirituais. Lembrem-se do Livre Arbítrio de cada um.

-Viva a indiferença construtiva de sua própria existência.

-Não se esqueça do compromisso que você assume com o guia chefe do seu Terreiro desde que você resolveu frequentar sua casa. Escolha para você os próprios ambientes que frequentar, não participando de trabalhos baixos, pois a responsabilidade será somente sua, e você, um dia prestará conta da mesma. O mundo dos mortos é incomensurável e nele habitam os mais diversos tipos de espíritos, portanto não os invoque sem conhecimento de causa.

-A Umbanda não faz matança, pois os animaizinhos são nossos irmãos e a Lei da Fraternidade Universal as proíbe.

-Seja o dono do mundo material que você possui não deixando que o mesmo seja seu próprio dono. goste do que lhe pertence mesmo sendo pouco.

-Viva a vida como ela se apresenta para você na sua verdadeira beleza, prezando conscientemente pelo seu corpo físico e espiritual.

-Não se esqueça que as cicatrizes do corpo físico logo saram, mas as cicatrizes da alma cada um carregará pela eternidade. Zele também por sua alma enquanto lhe sobra tempo nesta fase corpórea. Leia o livro da sua própria existência todo o dia.

-A Umbanda tem fundamento e é coisa séria para quem é sério ou quer se tornar sério!!!

...Meu Terreiro
Meu Terreiro
Que está dentro de mim
Meu Terreiro é verdadeiro
De lutas e amor sem fim...

Caboclo Mirim

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

NA UMBANDA NÃO HÁ DOUTORES

Em meio às atividades espírito materiais de alguns terreiros que pregam a igualdade, a fraternidade, o amor e a caridade, um fato, dentre os muitos que nos deixam perplexos, tem nos chamado à atenção. Por isto mesmo, merece uma análise mais profunda e esclarecedora por parte daqueles que querem ver o movimento umbandista mais forte e coeso.
Estamos falando da ostentação de títulos de ordem honorífica ou profissional como instrumento de aspiração ao poder e também como meio de dominação, subjugação e humilhação frente a terceiros.
A Umbanda, assim como outros agrupamentos religiosos, é formada por pessoas das mais diferentes classes econômico-sociais e étnicas, que, justapostas, formam o que se denomina de meio religioso intercorrente.
Também é de conhecimento geral que, não obstante as pessoas terem profissões ou ofícios diferentes, todos deverão estar ali, naquele espaço de caridade, imbuídas da mesma finalidade: auxílio espiritual e material aos necessitados. Faz-se então necessário traçar uma linha divisória entre o status que algumas pessoas possam ter em sociedade e o trabalho espiritual exercido pelas mesmas. Todos, independentemente dos títulos honoríficos ou profissionais que possam Ter, deverão estar irmanados com aqueles que não puderam alcançar um estágio intelectual ou cultural mais elevado, no sentido de juntos, poderem dar sua cota de sacrifício e suor em prol de nossa religião.
Com pesar, observamos que algumas pessoas ainda julgam a existência de bondade, de caridade e altruísmo pela riqueza material ou intelectual que alguns detêm. Não que bens ou Cultura sejam nocivos; muito pelo contrário, se bem utilizados, são de grande valia para o progresso da humanidade.
Refiro-me a alguns médiuns que tratam de maneira diferente abastados e pobres; que tratam com pompa os que possuem títulos universitários, desprezando aqueles que possuem quando muito o primeiro grau; que dão atenção e mantém diálogos somente com aqueles que têm automóvel novo e sucesso econômico.

Refiro-me também àqueles que desejando fazer parte ou já estando no corpo de médiuns ou assistentes, fazem tremenda e irrevogável questão de serem conhecidos e chamados como Doutor Fulano, médico; Doutor Beltrano, Engenheiro; Doutora Fulana, Advogada etc. Que fazem absoluta questão de alcançarem cargos ou funções que os façam importantes e admirados, dentro da coletividade religiosa. Temos assistido alguns destes "doutores" reclamarem, apresentando seus diplomas, um lugar de destaque ou maior envergadura dentro das atividades de um templo de Umbanda. Pressionam para que aqueles que têm alguma função ou responsabilidade dentro de um terreiro, fruto de méritos espirituais, morais, éticos e caritativos, sejam substituídos, asseverando:
"Eu sou formado, sou doutor, logo sou melhor e não posso obedecer a ordens ou estar em posição inferior em relação àquele que não é instruído ou formado". A soberba, a vaidade, o orgulho, a ganância, o egocentrismo e a ambição doentia não deixam ver a estas pessoas que o que importa na Umbanda é o SER, vale dizer, ser honesto, ser dedicado à religião, ser simples, ser humilde, e não o TER, ter títulos profissionais, carrões último tipo, mansões suntuosas, e um belo saldo bancário.
A religião jamais poderá ser utilizada como ferramenta de projeção social, bem como em complemento de sucesso profissional. A Umbanda, nossa querida e elevada religião, foi plasmada do plano astral trazendo como carro-chefe os espíritos de índios e negros, duas das raças mais martirizadas do globo terrestre, e que, em última análise, representa a humildade, a dignidade, à sinceridade e oi alto grau de espiritualidade, sentimentos e virtudes ainda ausentes em muitos corações.

Em nossa religião não há lugar para ostentações terrenas, não há lugar para títulos materiais, tanto para espíritos quanto para médiuns e assistentes. Na Umbanda não se manifestam espíritos com o rótulo de "doutores" ou "mestres", mas sim os esforçados e trabalhadores Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc. que, seguindo as diretrizes da espiritualidade superior, não medem esforços no sentido de auxiliarem os habitantes da Terra, encarnados ou não, a progredirem espiritualmente.
Que esta simples dissertação possa de alguma forma contribuir para que alguns irmãos umbandistas, ainda impressionados com títulos e posses terrenos, alcancem o verdadeiro sentido da palavra IGUALDADE, e assim colaborem para que cada vez mais a Umbanda possa se tornar, não uma religião de ricos e pobres; de doutores e proletários, mas sim em segmento religioso de irmãos, unidos por laços de amor e fraternidade.
É o que deseja nosso Pai Oxalá.

Artigo retirado da comunidade Umbanda Somente Umbanda de autoria do nosso irmão Carlos Piqueira.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ÀS MULHERES DA JUDÉIA

São os anéis de Oxum
As contas de Iemanjá
A serenidade de Nanã
A valentia de Oiá.
Benditas sejam essas moças,
Que têm a gentileza de cuidar de Oxalá.
Uma dando seu ventre, essa é a mais sagrada,
Vai perpetuar seu nome,
Saudações ora ye, ye.
Saluba Nanã, saluba.
Bendito esse seu destino que preparou sua carne,
Para ser a avó do menino.
Nessa vida, o bom começo é a educação do berço.
Salve a Iemanjá que abriu o Mar Vermelho.
Estala Iansã, instala sua ventania na escrita da Cabala.
Sua luz é um poema nos olhos de Madalena.
Do olho d´água nasce um rio admirável e fecundo.
Não há nenhum paralelo na história do nosso mundo,
Quanto a saga das mulheres que cuidam de Jesus.
Talvez por isso, Jerusalém não dorme.
Ela também é mulher, é mãe.
Suas obrigações enormes,
Doa vida, ergue cruz.
E sofre de febre intensa, quem de Deus teve licença,
Prá conviver com a presença da treva e da luz.

Altay Veloso (extraído do livro Ogundana – O Alabê de Jerusalém)

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

MENSAGEM DA CRIANÇA


Neste mês tão importante para as crianças, segue uma mensagem que toca fundo...

Dizes que sou o futuro.- Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz. – Não me induzas à guerra.
Dizes que sou a promessa do bem. – Não me confies ao mal.
Dizes que sou a luz dos teus olhos. – Não me abandones às trevas.
Não espero somente o teu pão.- Dá-me luz e entendimento.
Não desejo tão só a festa de teu carinho. – Suplico-te amor com que me eduques.
Não te rogo apenas brinquedos. – Peço-te bons exemplos e boas palavras.
Não sou simples ornamento de teu carinho.
Sou alguém que te bate à porta em nome de Deus.
Ensina-me o trabalho e a humildade, o devotamento e o perdão.
Compadece-te de mim e orienta-me para o que seja bom e justo…
Corrige-me enquanto é tempo, ainda que eu sofra…
Ajuda-me hoje para que amanhã eu não te faça chorar.


Meimei
Psicografada por Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CORAGEM.... O caminho do Coração


A palavra coragem é muito interessante.
Ela vem da raiz latina cor, que significa "coração".
Portanto, ser corajoso significa viver com o coração.
E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça;
 receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica.
 Com medo, fecham todas as janelas e portas –
com teologia, conceitos, palavras, teorias –
e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem.
É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido.
 É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser.
 Coragem é seguir trilhas perigosas.
A vida é perigosa.
E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos.
A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido.
 O perigo está presente, mas ela assumirá o risco.
O coração está sempre pronto para enfrentar riscos;
o coração é um jogador.
A cabeça é um homem de negócios.
Ela sempre calcula – ela é astuta.
O coração nunca calcula nada.

Osho

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

UMBANDA É PÉ NO CHÃO... MAS POR QUÊ?


Todo Umbandista já deve ter ouvido a frase “Umbanda é pé no chão”.
Mas será que todos sabem o porquê de ficarmos descalços em nossos terreiros?
São três motivos principais. O primeiro é que o solo representa a morada dos nossos antepassados e quando estamos descalços tocando com os pés no chão estamos entrando em contato com estes ancestrais e, consequentemente, com todo o conhecimento e a sabedoria que esse passado guarda.
O segundo motivo pelo qual tiramos os calçados é o respeito ao solo sagrado do terreiro. Imagine que vir da rua com os sapatos sujos e entrar com eles onde nossos trabalhos espirituais são realizados seria como alguém entrar em nossa casa carregando uma montanha de lixo que vai caindo e se espalhando por todos os cantos. Diante desta situação você diria o quê? No mínimo que essa tal pessoa não tem respeito por você ou pela sua casa.
O terceiro motivo é o fato de que naturalmente nós atuamos como “para-raios” e ao recebermos qualquer energia mais forte, se estivermos descalços sem nenhum material isolante entre nosso corpo e o chão, ela automaticamente se dissipa no solo. É uma forma de garantir a segurança do médium para que não acumule ou leve determinadas energias consigo. Além de tudo isso, podemos dizer também que realizar nossos trabalhos espirituais descalços é uma forma de representar a humildade e a simplicidade do Rito Umbandista.
Vale lembrar que no início este costume, nos cultos de origem africana, tinha outro significado. Os pés descalços eram um símbolo da condição de escravo, de coisa, uma vez que o escravo não era considerado um cidadão e estava, por exemplo, na mesma categoria do gado bovino das fazendas. Quando liberto, a primeira coisa que o negro procurava fazer era comprar sapatos que eram o símbolo de sua liberdade e, de certa forma, faziam com que ele fosse incluso na sociedade formal. O significado da “conquista” dos sapatos era tão profundo que muitas vezes eles eram colocados em lugar de destaque na casa para que todos os vissem. No entanto, ao chegar ao terreiro, espaço que havia sido transformado magisticamente em solo africano, os sapatos tornavam-se novamente apenas um símbolo de valores da sociedade branca e eram deixados do lado de fora. Ali os negros sentiam-se de novo na África e podiam retornar à sua condição de guerreiros, sacerdotes, príncipes, caçadores, etc.
Tenho certeza que agora entrar descalço no terreiro terá um outro valor e sentido. Não é mesmo?

Enviado por Centro Espirita Maria Quitéria

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ONDE ESTÁ DIRECIONADO O SEU OLHAR...


Quando estiver em dificuldade e pensar em desistir
Lembre-se dos obstáculos que já superou. Olhe para trás!
Se tropeçar e cair, levante, não fique parado
Esqueça o passado. Olhe para frente!
Ao sentir-se orgulhoso por alguma realização pessoal
Pesquise suas motivações. Olhe para dentro!
Antes que o egoísmo o domine. Enquanto seu coração é sensível
Ajude aos que te cercam. Olhe para os lados!
Na escalada rumo às altas posições, na ânsia de concretizar seus sonhos
Observe se não está pisando em alguém. Olhe para baixo!
Em todos os momentos da vida, seja qual for sua atividade
Busque a aprovação de Deus. Olhe para cima!
- autor desconhecido -

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

QUANDO OS FILHOS CRESCEM


Queridos,

Como o Dia da Criança se aproxima e nossos filhos são as nossas eternas crianças, segue uma mensagem para nos fazer parar para pensar um pouquinho em como o tempo passa depressa e uma pergunta que fica: SERÁ QUE APROVEITAMOS BEM CADA FASE DELES???

beijos

Há um momento, na vida dos pais, em que eles se sentem órfãos. Os filhos, dizem eles, crescem de um momento para outro.

É paradoxal. Quando nascem pequenos e frágeis os primeiros meses parecem intermináveis. Pai e mãe se revezam à cata de respostas aos seus estímulos nos rostinhos miúdos.

Desejam que eles sorriam, que agitem os bracinhos, que sentem, fiquem em pé, andem, tudo é uma ansiosa expectativa.

Então, um dia, de repente, ei-los adolescentes. Não mais os passeios com os pais nos finais de semana nem férias compartilhadas em família.

Agora tudo é feito com os amigos.

Olham para o rosto do menino e surpreendem os primeiros fios de barba, como a mãe passarinho descobre a penugem nas asas dos filhotes. A menina se transforma em mulher. É o momento dos vôos para além do ninho doméstico.

É o momento em que os pais se perguntam: onde estão aqueles bebês com cheirinho de leite e fralda molhada? Onde estão os brinquedos do faz-de-conta, os chás de nada, os heróis invencíveis que tudo conseguiam, em suas batalhas imaginárias contra o mal?

As viagens para a praia e o campo já não são tão sonoras. A cantoria infantil e os eternos pedidos de sorvetes, doces, pipoca foram substituídos pelo mutismo ou a conversa animada com os amigos com que compartilham sua alegria.

Os pais se sentem órfãos de filhos. Seus pequenos cresceram sem que eles possam precisar quando. Ontem eram crianças trazendo a bola para ser consertada. Hoje são os que lhes ensinam como operar o computador e melhor explorar os programas que se encontram à disposição.

A impressão é que dormiram crianças e despertaram adolescentes, como num passe de mágica.

Ontem estavam no banco de trás do automóvel, hoje estão ao volante, dando aulas de correta condução no trânsito.

É o momento da saudade dos dias que se foram, tão rápidos. É o momento em que sentimos que poderíamos ter deixado de lado afazeres sempre contínuos e brincado mais com eles, rolando na grama, jogando futebol.

Deveríamos tê-los ouvido mais, deliciando-nos com o relato de suas conquistas e aventuras, suas primeiras decepções, seus medos. Tê-los levado mais ao cinema, desfrutando das suas vibrações ante o heroísmo dos galãs da tela.

Tempos que não retornam a não ser na figura dos netos que nos compete esperar.

Pais, estejamos mais com nossos filhos. A existência é breve e as oportunidades preciosas.

Tudo o mais que tenhamos e que nos preencha o tempo não compensará as horas dedicadas aos espíritos que se amoldaram nos corpos dos nossos pequenos, para estar conosco.

Não economizemos abraços, carícias, atenções porque nosso procedimento para com eles lhes determinará a felicidade do crescimento proveitoso ou a tristeza dos dias inúteis do futuro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PERFUME DA UMBANDA


As flores tem seus aromas, pode ser cravo, rosa ou mesmo a simples palha de milho;
O Incenso também tem, e direciona a mente das pessoas purificando-as;
A alfazema, também vibra com seu perfume em todo templo;
As ervas também exalam um delicioso perfume, que percorrem em seu corpo;
O Talco das entidades tem um odor maravilhoso, vindo no sopro do amor;
E que perfume tem o café dos pretos velhos, da até vontade;
Até o charuto do caboclo percorre a divindade do olfato;
Agora sua mente está perfumada pelo som do atabaque e das canções entoadas;
As cores das imagens dos Orixás perfumam seus pensamentos;
Chegue bem pertinho da água que jorra no Reino de Yemanjá, também tem um cheirinho delicioso de mar;
Se fecharmos os olhos, sentindo todos esses perfumes, sentiremos um toque no coração esse é o cheirinho de Oxalá;
Se juntar todos esses perfumes em um único frasco terás o perfume da felicidade, que levarás consigo no frasco mais puro que existe, é o frasco do seu coração;
Agora sua alma também ficou perfumada, por todos perfumes da Umbanda
Quando saíres sentirás ainda este cheiro de perfume;
E levarás este aroma ao seu lar, trazendo paz e alegria;
E no caminho exalará por onde seus pés tocarem, guiando-te nos bons caminhos;
Sentirás este perfume nas cores que olhares, nos barulhos que escutares e no vento que soprar;
Agora estarás sempre guardado pelo Perfume da Umbanda.

Enviado por Centro Espirita Maria Quitéria

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

MÉDIUNS DE UMBANDA


Quando os médiuns se agrupam num terreiro, as energias formam dezenas de fios interconectados, mistura dos ectoplasmas que serão utilizados pela egrégora da casa nos trabalhos diversos, mistura de pensamentos também transmutados em energia. Pensamentos bons, vigorosos, fervorosos e pensamentos de dor, preocupação, fraquezas, rancores, medos. Tudo isso perpassa por todos que estão imantados numa gira de Umbanda, antes dos guias se manifestarem e descerem em Terra para sua missão no Bem, no Amor e na Caridade.

Ocorrem inumeráveis e invisíveis situações de descarrego, vitalizações, desmanches, desintegração de larvas e todo o tipo de miasmas. Os médiuns, por sua vez, agindo como verdadeiros religiosos e despertos para as responsabilidades, terão se preparado para aquele momento, através da conduta adequada, alimentação e sono equilibrados, isenção de atividade sexual, para não haver descontinuidade do seu fluxo energético, agora canalizado para a comunicação entre os portais do mundo material e espiritual.

Cada um de nós, médiuns, não possuímos santidade, mas já adquirimos Amor à Humanidade, ao ponto de dispormos nosso instrumento físico para ajudar a quem precise. Não podemos ter a arrogância de dizer que nada nos afetará e interferirá em nosso trabalho na Caridade. Mas se formos esperar para sermos perfeitos nunca iremos trabalhar, se evitarmos sempre situações de prova nunca aprenderemos, e se não nos expusermos às quedas nunca mediremos nossa força .

Os casais de médiuns que freqüentam um centro devem ter consciência do equilíbrio necessário em sua vida material, espiritual e energética. Este auto-conhecimento obrigatório, com certeza gera um crescimento pessoal. Pois um médium para ser efetivo numa gira, tem antes de tudo, estar bem consigo. E estar bem consigo é estar satisfeito em todos os setores de sua vida, apesar dos contratempos e intempéries naturais que ocorrem com cada um. Mas deve estar livre de ansiedades, inseguranças, pensamentos precipitados. Deve em suma, estar preparado para ser um instrumento livre de preconceitos, dogmas, para dar passagem apenas às claridades da vida espiritual. Acreditamos que um umbandista terá mais facilidade de entender outro umbandista, o difícil é o equilíbrio constante, mas isso é uma questão de responsabilidade pessoal e devotamento às aspirações de um ser humano integral. O nosso maior almejo, no dia a dia das relações da alma, é o Amor, o respeito à liberdade do outro, e a preocupação maior não será a quantidade do Amor que recebemos, mas quanto de Amor temos capacidade de doar, a conexão suprema e incondicional que faz valer a pena a existência.

Duas vovós deixaram suas palavras quanto à esta questão, da participação de casais de médiuns, ou cambonos e médiuns, dentro de uma gira de Umbanda.

De Vovó Maria Conga escutei: “ Deus abençoa esses Fio tudo. Que Ele dê Força pra agir certo, e Caminho pra ser Feliz.”

E Vovó Maria, tão querida, completou: “ Cada Fio tem de pensar simples, e viver simples. Fio tem de descomplicar. Elevar o pensamento ao Senhor dessa Terra, nosso Mestre Jesus e deixar Ele falar pelo seu coração. Seguindo o coração abençoado pelo Senhor Jesus, filho de banda nunca errará seu caminho. Tem de confiá que Jesus abençoa todo e qualquer caminho, e os Fio de banda nada deverá temer: nem de errar, nem de perder. Só terá de Amar.”

Alex de Oxóssi
fonte: Povo de Aruanda

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PRECE DE AGRADECIMENTO


Obrigado, meu Pai Oxalá,
pela fé que me sustenta,
Pelos amigos que fiz
E que continuo fazendo.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pelas bênçãos de Ogum,
Pela proteção de Iemanjá,
pelo amor de Oxum.
Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pela força de Iansã,
Pela retidão de Xangô,
Pelo colo de Nanã.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pelo equilíbrio de Oxossi,
Pelas curas de Omulu,
pelas cores de Oxumarê.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pelas folhas de Ossãe,
Pelas Crianças que enchem
de alegria nossos Terreiros,
Pela amizade dos Boiadeiros.

Obrigado meu Pai Oxalá,
Pela humildade dos Pretos-Velhos,
Almas Santas e Benditas,
Pelos Baianos, Caboclos, Ciganos e Marinheiros...
Pela cumplicidade de Exu e Pomba Gira.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Por fazer de mim um instrumento da Tua vitória...

*** Salve nosso Senhor Jesus Cristo - Epa baba Oxala ***

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A LINGUA

Não obstante pequena e leve, a língua é indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.
Ponderada, favorece o juízo.

Alegre, descortina a imprudência.

Triste, semeia o desânimo.

Generosa, abre caminho à elevação.

Maledicente, cava despenhadeiros.

Gentil, provoca o reconhecimento.

Atrevida, traz perturbação.

Serena, produz a calma.

Fervorosa, impõe confiança.

Descrente, invoca a frieza.

Bondosa, ajuda sempre.

Cruel, fere implacável.

Sábia, ensina.

Ignorante, complica.

Nobre, tece o respeito.

Sarcástica, improvisa o desprezo.

Educada, auxilia a todos.

Inconsciente, gera amargura.

"Não procures o argueiro nos olhos do teu irmão, quando trazes uma trave nos teus".

A língua é bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra.

Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque em verdade, ele é a força que abre as portas do nosso coração às fontes luminosas da vida ou às correntes escuras da morte.

André Luiz

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A PSICOLOGIA DA UMBANDA E A EDUCAÇÃO DOS MÉDIUNS


Como psicólogo não posso deixar de perceber como a personalidade do médium vai sendo moldada com o desenvolvimento das incorporações, como sutilmente vai modificando o interno do médium com o decorrer do tempo.

Muitos já me perguntaram porque na Umbanda não tem um trabalho de preparo íntimo para os médiuns, porque os dirigentes simplesmente desenvolvem os médiuns e não preparam seus íntimos.

Penso que os dirigentes deveriam desenvolver um trabalho de desenvolvimento interior dos médiuns, com raras exceções, a maioria dos terreiros não há uma preocupação em desenvolver um trabalho específico para a melhoria do íntimo dos médiuns.

Mas ao refletir sobre o assunto percebi que este trabalho é realizado de forma silenciosa pelos guias espirituais.

A reforma íntima do médium acontece na incorporação e nos contatos com os guias. A possibilidade de trabalhar várias linhas diferentes permite ao médium a possibilidade de incorporar à personalidade o princípio do arquétipo que rege a linha.

Assim ao incorporar um preto-velho ou preta-velha, o médium vai desenvolvendo em si a paciência, a bondade, o carinho, a empatia, o amor, a compreensão ao outro. Se estas características já eram uma tônica no seu ser, então aprimora ainda mais estas qualidades, trazendo a tona uma energia amorosa, que flui naturalmente em si, permitindo que as qualidades do guia possam fluir naturalmente.

Quando estas qualidades não estão desenvolvidas o guia vai aos poucos incutindo no médium estas qualidades até que possa fluir naturalmente. A consciência destas possibilidades de aprimoramento, pode facilitar a entrega do médium ao seu preto velho ou preta velha, mais o seu chacra cardíaco vai se abrindo permitindo uma intensa luminosidade no seu ser.

Ao incorporar um caboclo ou cabocla, o médium aprende a ordem, a disciplina, o ritual, a eficiência do trabalho, a priorizar o que é importante, a trabalhar com ervas, com os vegetais, com as pedras, a quebrar demandas, sempre sem falar muito, somente o necessário, sem querer aparecer, trazendo uma força grande em si, aprende a conhecer o seu próprio poder, a força que possui.

O arquétipo dos caboclos e das caboclas é o do poder da luz, no auxílio ao humano, aos espíritos em evolução, e saber que tem força interna, suficiente para suportar as provações que certamente o médium passará, assim cada caboclo vai aos poucos moldando a energia do seu médium, tornando o disciplinado, atento a ritualística, ao companheirismo aos seus irmãos que sofrem, e suportando em si muitas vezes as dores do outro.

Aprende a resignação quando recebe os ataques em decorrência do seu trabalho mediúnico, aprende que ao suportar as aflições sem reclamar dos guias, está fortalecendo seu íntimo, criando uma estrutura psíquica forte em si com capacidade, de relacionar com os adventos da vida de forma harmoniosa.

Os baianos trazem a descontração, o aprendizado de como trabalhar as adversidades, a alegria, a flexibilidade, a magia, a brincadeira sadia. Assim médiuns que são introspectivos, quando incorporados em seu baiano ou baiana, soltam-se liberando sua alegria interna, a descontração. Outros, já são descontraídos por natureza, e desenvolvem outras qualidades junto com seu baiano, como a flexibilidade diante das situações, como amparar o irmão com
alegria, trazer a alegria para o próximo. Transmutando a tristeza do outro transmitindo alegria e esperança. E muitas outras coisas aprendemos com os baianos. Descubra o que o seu baiano está aprimorando em você.

Os ciganos também aprimoram seus médiuns, trazendo a suavidade, a beleza, o encantamento, o envolvimento, a intuição, a paixão pela vida, pelo belo, pela música, a cura.

Os marinheiros permitem aos médiuns, desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as emoções mais íntimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios. Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.

Os boiadeiros trazem para o médium a força necessária para caminhar no mundo, para lidar com as adversidades da vida, fortalecendo-o diante do mundo, mostrando que a luta sincera, o bom combate, leva a luz.

A linha do grande oriente, onde incorporam guias orientais, hindus, mulçumanos, chineses, entre outros, estimula no médium o caminho da evolução espiritual através dos estudos, da meditação, do conhecimento das leis divinas, do amor, da verdade, da ciência, da arte, do belo. Estimula no médium o caminho da ascensão espiritual, fazendo-o eliminar da sua vida tudo o que é pernicioso.

Exu e Pombagira trazem à tona a sombra do médium, aquilo que necessita ser trabalhado e está escondido no seu ser. A ganância, a soberbia, a ira, o ciúme, os medos indizíveis, o orgulho, o perfeccionismo entre outras coisas. Exu tem a capacidade de espelhar o que está no íntimo do médium, mostrando o que está no seu interior. E só perceber como seu Exu ou Pombagira e terá uma pista do que traz no seu íntimo. O trabalho com a própria sombra é facilitado com a incorporação dos Exus e Pombagiras.

Assim quando o médium diz: meu Exu é galanteador, é importante o médium ver o quanto traz de Don Juan. Quando a Pomba-gira é indisciplinada, o quanto o médium tem de rebeldia não trabalhada. Exus orgulhosos, médiuns necessitando trabalhar a soberbia, Pombagiras vaidosas em excesso, médiuns necessitando trabalhar a vaidade.

Muitas vezes também Exu e Pomba-gira espelham qualidades íntimas dos médiuns, tais como: Exus eruditos, médiuns que buscam o conhecimento, Pomba-gira trabalhadora, médium esforçada, Exus guerreiros, médiuns batalhadores e assim por diante as qualidades e defeitos dos médiuns são espelhadas por Exu e Pombagira.

Aprendem com eles o médium que tiver coragem de se olhar sem medo, e perguntar o que seu guia de esquerda traz que desagrada, sem medo, pois Exu está ai pra isso mesmo, mostrar o que não queremos esconder, trazer à tona aquilo que precisa ser trabalhado.



José Antônio de Souza – Psicólogo
Mensagem da lista da Choupana do Caboclo Pery - Porto Alegre – RS
Enviado por Norberto Peixoto
norpe@portoweb.com.br