Mandem suas mensagens, dêem sugestões....

Mandem suas mensagens, dêem sugestões....

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

PRECE DE AGRADECIMENTO


Obrigado, meu Pai Oxalá,
pela fé que me sustenta,
Pelos amigos que fiz
E que continuo fazendo.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pelas bênçãos de Ogum,
Pela proteção de Iemanjá,
pelo amor de Oxum.
Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pela força de Iansã,
Pela retidão de Xangô,
Pelo colo de Nanã.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pelo equilíbrio de Oxossi,
Pelas curas de Omulu,
pelas cores de Oxumarê.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Pelas folhas de Ossãe,
Pelas Crianças que enchem
de alegria nossos Terreiros,
Pela amizade dos Boiadeiros.

Obrigado meu Pai Oxalá,
Pela humildade dos Pretos-Velhos,
Almas Santas e Benditas,
Pelos Baianos, Caboclos, Ciganos e Marinheiros...
Pela cumplicidade de Exu e Pomba Gira.

Obrigado, meu Pai Oxalá,
Por fazer de mim um instrumento da Tua vitória...

*** Salve nosso Senhor Jesus Cristo - Epa baba Oxala ***

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A LINGUA

Não obstante pequena e leve, a língua é indubitavelmente, um dos fatores determinantes no destino das criaturas.
Ponderada, favorece o juízo.

Alegre, descortina a imprudência.

Triste, semeia o desânimo.

Generosa, abre caminho à elevação.

Maledicente, cava despenhadeiros.

Gentil, provoca o reconhecimento.

Atrevida, traz perturbação.

Serena, produz a calma.

Fervorosa, impõe confiança.

Descrente, invoca a frieza.

Bondosa, ajuda sempre.

Cruel, fere implacável.

Sábia, ensina.

Ignorante, complica.

Nobre, tece o respeito.

Sarcástica, improvisa o desprezo.

Educada, auxilia a todos.

Inconsciente, gera amargura.

"Não procures o argueiro nos olhos do teu irmão, quando trazes uma trave nos teus".

A língua é bússola de nossa alma, enquanto nos demoramos na Terra.

Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque em verdade, ele é a força que abre as portas do nosso coração às fontes luminosas da vida ou às correntes escuras da morte.

André Luiz

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A PSICOLOGIA DA UMBANDA E A EDUCAÇÃO DOS MÉDIUNS


Como psicólogo não posso deixar de perceber como a personalidade do médium vai sendo moldada com o desenvolvimento das incorporações, como sutilmente vai modificando o interno do médium com o decorrer do tempo.

Muitos já me perguntaram porque na Umbanda não tem um trabalho de preparo íntimo para os médiuns, porque os dirigentes simplesmente desenvolvem os médiuns e não preparam seus íntimos.

Penso que os dirigentes deveriam desenvolver um trabalho de desenvolvimento interior dos médiuns, com raras exceções, a maioria dos terreiros não há uma preocupação em desenvolver um trabalho específico para a melhoria do íntimo dos médiuns.

Mas ao refletir sobre o assunto percebi que este trabalho é realizado de forma silenciosa pelos guias espirituais.

A reforma íntima do médium acontece na incorporação e nos contatos com os guias. A possibilidade de trabalhar várias linhas diferentes permite ao médium a possibilidade de incorporar à personalidade o princípio do arquétipo que rege a linha.

Assim ao incorporar um preto-velho ou preta-velha, o médium vai desenvolvendo em si a paciência, a bondade, o carinho, a empatia, o amor, a compreensão ao outro. Se estas características já eram uma tônica no seu ser, então aprimora ainda mais estas qualidades, trazendo a tona uma energia amorosa, que flui naturalmente em si, permitindo que as qualidades do guia possam fluir naturalmente.

Quando estas qualidades não estão desenvolvidas o guia vai aos poucos incutindo no médium estas qualidades até que possa fluir naturalmente. A consciência destas possibilidades de aprimoramento, pode facilitar a entrega do médium ao seu preto velho ou preta velha, mais o seu chacra cardíaco vai se abrindo permitindo uma intensa luminosidade no seu ser.

Ao incorporar um caboclo ou cabocla, o médium aprende a ordem, a disciplina, o ritual, a eficiência do trabalho, a priorizar o que é importante, a trabalhar com ervas, com os vegetais, com as pedras, a quebrar demandas, sempre sem falar muito, somente o necessário, sem querer aparecer, trazendo uma força grande em si, aprende a conhecer o seu próprio poder, a força que possui.

O arquétipo dos caboclos e das caboclas é o do poder da luz, no auxílio ao humano, aos espíritos em evolução, e saber que tem força interna, suficiente para suportar as provações que certamente o médium passará, assim cada caboclo vai aos poucos moldando a energia do seu médium, tornando o disciplinado, atento a ritualística, ao companheirismo aos seus irmãos que sofrem, e suportando em si muitas vezes as dores do outro.

Aprende a resignação quando recebe os ataques em decorrência do seu trabalho mediúnico, aprende que ao suportar as aflições sem reclamar dos guias, está fortalecendo seu íntimo, criando uma estrutura psíquica forte em si com capacidade, de relacionar com os adventos da vida de forma harmoniosa.

Os baianos trazem a descontração, o aprendizado de como trabalhar as adversidades, a alegria, a flexibilidade, a magia, a brincadeira sadia. Assim médiuns que são introspectivos, quando incorporados em seu baiano ou baiana, soltam-se liberando sua alegria interna, a descontração. Outros, já são descontraídos por natureza, e desenvolvem outras qualidades junto com seu baiano, como a flexibilidade diante das situações, como amparar o irmão com
alegria, trazer a alegria para o próximo. Transmutando a tristeza do outro transmitindo alegria e esperança. E muitas outras coisas aprendemos com os baianos. Descubra o que o seu baiano está aprimorando em você.

Os ciganos também aprimoram seus médiuns, trazendo a suavidade, a beleza, o encantamento, o envolvimento, a intuição, a paixão pela vida, pelo belo, pela música, a cura.

Os marinheiros permitem aos médiuns, desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as emoções mais íntimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios. Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.

Os boiadeiros trazem para o médium a força necessária para caminhar no mundo, para lidar com as adversidades da vida, fortalecendo-o diante do mundo, mostrando que a luta sincera, o bom combate, leva a luz.

A linha do grande oriente, onde incorporam guias orientais, hindus, mulçumanos, chineses, entre outros, estimula no médium o caminho da evolução espiritual através dos estudos, da meditação, do conhecimento das leis divinas, do amor, da verdade, da ciência, da arte, do belo. Estimula no médium o caminho da ascensão espiritual, fazendo-o eliminar da sua vida tudo o que é pernicioso.

Exu e Pombagira trazem à tona a sombra do médium, aquilo que necessita ser trabalhado e está escondido no seu ser. A ganância, a soberbia, a ira, o ciúme, os medos indizíveis, o orgulho, o perfeccionismo entre outras coisas. Exu tem a capacidade de espelhar o que está no íntimo do médium, mostrando o que está no seu interior. E só perceber como seu Exu ou Pombagira e terá uma pista do que traz no seu íntimo. O trabalho com a própria sombra é facilitado com a incorporação dos Exus e Pombagiras.

Assim quando o médium diz: meu Exu é galanteador, é importante o médium ver o quanto traz de Don Juan. Quando a Pomba-gira é indisciplinada, o quanto o médium tem de rebeldia não trabalhada. Exus orgulhosos, médiuns necessitando trabalhar a soberbia, Pombagiras vaidosas em excesso, médiuns necessitando trabalhar a vaidade.

Muitas vezes também Exu e Pomba-gira espelham qualidades íntimas dos médiuns, tais como: Exus eruditos, médiuns que buscam o conhecimento, Pomba-gira trabalhadora, médium esforçada, Exus guerreiros, médiuns batalhadores e assim por diante as qualidades e defeitos dos médiuns são espelhadas por Exu e Pombagira.

Aprendem com eles o médium que tiver coragem de se olhar sem medo, e perguntar o que seu guia de esquerda traz que desagrada, sem medo, pois Exu está ai pra isso mesmo, mostrar o que não queremos esconder, trazer à tona aquilo que precisa ser trabalhado.



José Antônio de Souza – Psicólogo
Mensagem da lista da Choupana do Caboclo Pery - Porto Alegre – RS
Enviado por Norberto Peixoto
norpe@portoweb.com.br

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

CONVIVER PARA APROXIMAR


Para nos aproximar, precisamos conviver. Sem dúvida as reuniões para dialogar sobre tema doutrinários, as palestras para compartilhar experiências, os debates são indispensáveis.

Também é indispensável, expressar nosso pensamento, de maneira livre, ponderada, buscando mostrar aquilo que consideramos adequado para aquele momento e para aquele grupo com o qual convivemos. Conversando é que se entende.

Aproximar para unir, não unificar. União com respeito. Respeito a diversidade de rituais. Respeito ao entendimento de cada um. Uma comunidade onde possa haver convergência pelos elementos semelhantes.

A união com respeito pressupõe que não haja necessidade de ninguém decretar o que é certo. Mesmo porque o que é certo? Existe “um certo” só? Se alguém se arvora do direito de estabelecer o que é certo, é preciso refletir, pois algo deve estar errado.

Tenho preferência por buscar aproximação através da convivência, ao participar dos rituais das casas que tenho tido a sorte de conhecer e onde tenho tido a felicidade de fazer amigos de fazer amigos. Ao participar de um ritual, minha sensibilidade se intensifica e meu coração se expande, tornando-me mais receptivo ao amor incondicional que emana de Aruanda.

Ritos de convergência! Que os Orixás nos ajudem para que se multipliquem. Que no seu contexto também aconteçam os “Ritos” de convivência, de compreensão, de respeito, de admiração, de aprendizado, de crescimento, de alegria, de amor fraterno.

É normal que, para conviver, sejam necessários alguns ajustes. Também é normal que, a escolha de cada um, estes ajustes existam somente durante a convivência.

Quando falamos em Rito, vem a nossa mente a nossa pratica habitual, os elementos que são usados na casa onde praticamos nossa Fé. Aquilo que aprendemos ser adequado e necessário à prática da “nossa” Umbanda.

Mas e os nossos irmãos de Fé de outros Agrupamentos e Instituições?

Será que estariam errados em acrescentar ou retirar elementos de seus rituais, em ações que são frutos do seu entendimento e sensibilidade, que podem se aproximar ou se distanciar do nosso?

Quando cada um de nós cede um pouquinho a sua pratica habitual, é mais provável que haja consenso.

Num Rito conjunto, o consenso pode ser não usar bebidas. Se costumamos usar a bebida nos rituais de nossas Casas, acredito que os Guias de Luz que nos assistem a substituam pela vibração da reunião, do local, e até mesmo possam usar água para isso. Ah! Mas é diferente, a bebida é usada como elo vibratório, repositor de energia, para descarregar. Creio que nossa boa vontade vai elevar nosso pensamento, nos colocar em sintonia com o mundo espiritual, que vai suprir a diferença quando necessário.

Num Rito comunitário, o consenso pode ser não usar cigarro ou charuto. Se costumarmos usar cigarro e charuto, nos rituais de nossas Casas, acredito que os Guias de Luz que nos assistem os substituirão pelas nossas ligações mentais com a natureza. Ah! Mas não é a mesma coisa, pois a fumaça é usada na limpeza do ambiente. Creio que a alegria da nossa união vai complementar a energia necessária para esse fim, e, além disso, poderá ser extraído da defumação (se houver), os elementos necessários.

E se a afirmação for insuficiente ou excessiva?
E se não houver Pemba e Ponto Riscado?
E se não houver a saudação ou a chamada a uma Linha?

E se não for puxado o Ponto de determinada Entidade?
E se não houver determinada imagem no Congá? E se não houver Congá?
E se não for firmada vela para Anjos da Guarda?

E se não for usada alfazema ou outra essência?
E se não houver doces para as Crianças?
E se o passe for coletivo, diferente do que estamos habituados?

E se não houver consulta?
E se esses elementos são indispensáveis?

E se nós não usamos Atabaques?
E se nós não usamos adeja?
E se nós não batemos palmas?

E se nós não batemos os pés?
E se a letra, a cadência ou a melodia dos Pontos é outra?
E se nós não usamos Tronqueira?

E se nós nos abraçamos mais ou nos abraçamos menos?
E se nós batemos Cabeça no inicio e não no fim do ritual?
E se cantamos o Hino da Umbanda no inicio e não no fim do ritual?

E o cruzamento de energias?
E se tudo isso é diferente do que estamos acostumados?

Não há Umbanda sem isso!
Não é Umbanda com aquilo!

Mas então, em nome do respeito, da convergência, pode tudo?

Confesso que, até o momento, minha vivencia, entendimento e consciência não me permitem aceitar duas coisas:

1) não aceito a cobrança: pois pedi, de graça recebi o dom da Mediunidade e de graça acredito que devo servir de instrumento ao mundo espiritual e àqueles que se assistem.

2) não aceito o sacrifício de animais: pois aprendi que a Umbanda é uma celebração a vida. Há outras formas e elementos que podem suprir perfeitamente essa necessidade.

Mas então não precisa de nada?

Precisa de amor, de Fé, de humildade, de praticar a caridade, de respeito, de estudo, de paciência, de dedicação, de bom-senso.

Quais Elementos ritualísticos são indispensáveis em nossa opinião?

Creio que após um pequeno esforço, algumas concessões, nós conseguiremos. O amor e a compreensão serão maiores que qualquer diferença.

Após vermos que não é tão difícil, poderemos repetir isso outras vezes se agirmos com a mesma alegria e satisfação com as quais tivermos nossos pedidos atendidos. Trabalharemos para que, em outras oportunidades, novos Elementos ritualísticos possam ser adicionados e talvez alguns retirados.

Nada vai mudar em nossas Casas. O Rito conjunto só vai ser um pouquinho diferente. E diferente não precisa ser errado.

Que possamos aproveitar esses momentos e formar uma Corrente única, unida pela Fé, para que com alegria, agradeçamos aos Orixás da nossa Umbanda querida, pela oportunidade de estarmos juntos, de levarmos sua Bandeira de amor e paz e de cumprirmos nossa missões com carinho e dedicação e seriedade.

Que Zambi nos permita, muitas Reuniões de amor, de paz, de harmonia, de entendimento. Que nossos Grupos e Instituições possam se aproximar, formando Comunidades que resultarão num mundo cada vez melhor.

Meu Sarava fraterno a todos os amigos, as amigas, os irmãos e as irmãs de Fé. Que nossos laços de amizade se fortaleçam cada vez mais.

Salve Zambi!
Salve todos os Orixás!
Salve todas as Linhas!
Salve todos os Guias e Protetores!
Salve todas as Falanges e Falangeiros!
E salve a Umbanda!
Leni W. Saviscki
Sociedade Fraternal Cantinho da Luz
Erechim – RS

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

ÉTICA MEDIÚNICA

Por que certos médiuns em terreiros de cultos afro-brasileiros, após ingerir, quando incorporados, grande quantidade de bebida alcoólica, findo o transe mediúnico não apresentam sintomatologia de embriaguez?  
Nos terreiros que adotam este tipo de comportamento por parte dos médiuns, é comum observar a ignorância total ou quase total das leis que regulam o equilíbrio energético, tanto no que tange ao delicado momento de intercâmbio mediúnico quanto a respeito da estrutura do duplo etérico e do perispírito. 
Quando há ingestão de álcool e a aproximação de espíritos que são vinculados a tal prática, em geral ocorre o fenômeno do vampirismo. 
Nesse caso a vítima -isto é, o médium – pode ser preservado temporariamente de certos efeitos pela própria entidade que o vampiriza ; afinal, ela não tem interesse de perder seu ”copo vivo”, que a mantém abastecida com certo teor de ectoplasma alterado pelas emanações etílicas. 
O interesse do espírito que rouba as energias do médium deve-se ao fato de que tais emanações lhe proporcionam sensações semelhantes às que tinha quando encarnado ao fazer uso de substâncias tóxicas ou alcoólicas. 
No entanto, convém observar que, se o médium não sente as conseqüências imediatas ou os efeitos tóxicos da bebida ingerida, é que seu duplo etérico, já viciado em tais emanações , sofreu um rompimento abrupto . 
Também ocorre que, durante esse tipo de transe, o duplo se afasta da linha de equilíbrio que demarca os limites de sua atuação junto ao corpo físico - afastamento que acontece mais por impositivo de uma ação antinatural e forçada por parte da entidade que deseja fazer uso dos fluidos do médium. 
Seja como for, em qualquer situação , mesmo disfarçada com máscara de bondade ou de realização da caridade , o médium sofrerá as conseqüências desse tipo de intercâmbio ,que, de acordo com a persistência do hábito, poderá se danificar de forma definitiva.

Ocorrendo o rompimento da tela etérica devido ao uso de substâncias tóxicas que a violentam, dificilmente se poderá reconstituí-la na mesma encarnação. 
Texto retirado do livro;
“Consciência “ de Robson Pinheiro , ditado pelo espírito de Joseph Gleber.


IDADE E MEDIUNIDADE


Em que idade se pode ocupar, sem inconvenientes, de mediunidade?

"Não há idade precisa, tudo dependendo inteiramente do desenvolvimento físico e, ainda mais, do desenvolvimento moral. 
Há crianças de doze anos a quem tal coisa afetará menos do que a algumas pessoas já feitas.
Falo da mediunidade, em geral; porém, a de efeitos físicos é mais fatigante para o corpo; a da escrita tem outro inconveniente, derivado da inexperiência da criança, dado o caso de ela querer entregar-se a sós ao exercício da sua faculdade e fazer disso um brinquedo."

A prática do Espiritismo, como veremos mais adiante, demanda muito tato, para a inutilização das tramas dos Espíritos enganadores.   Se estes iludem a homens feitos, claro é que a infância e a juventude mais expostas se acham a ser vítimas deles.   
Sabe-se, além disso, que o recolhimento é uma condição sem a qual não se pode lidar com Espíritos sérios.  As evocações feitas estouvadamente e por gracejo constituem verdadeira profanação, que facilita o acesso aos Espíritos zombeteiros, ou malfazejos.
Ora, não se podendo esperar de uma criança a gravidade necessária a semelhante ato, muito de temer é que ela faça disso um brinquedo, se ficar entregue a si mesma. Ainda nas condições mais favoráveis, é de desejar que uma criança dotada de faculdade mediúnica não a exercite, senão sob a vigilância de pessoas experientes, que lhe ensinem, pelo exemplo, o respeito devido às almas dos que viveram no mundo. 
Por aí se vê que a questão de idade está subordinada às circunstâncias, assim de temperamento, como de caráter.  Todavia, o que ressalta com clareza das respostas acima é que não se deve forçar o desenvolvimento dessas faculdades nas crianças, quando não é espontânea, e que, em todos os casos, se deve proceder com grande circunspeção, não convindo nem excitá-las, nem animá-las nas pessoas débeis.  Do seu exercício cumpre afastar, por todos os meios possíveis, as que apresentem sintomas, ainda que mínimos, de excentricidade nas idéias, ou de enfraquecimento das faculdades mentais, porquanto, nessas pessoas, há predisposição evidente para a loucura, que se pode manifestar por efeito de qualquer sobreexcitação. 
As idéias espíritas não têm, a esse respeito, maior influência do que outras, mas, vindo a loucura a declarar-se, tomará o caráter de preocupação dominante, como tomaria o caráter religioso, se a pessoa se entregasse em excesso às práticas de devoção, e a responsabilidade seria lançada ao Espiritismo.   
O que de melhor se tem a fazer com todo indivíduo que mostre tendência à idéia fixa é dar outra diretriz às suas preocupações, a fim de lhe proporcionar repouso aos órgãos enfraquecidos.


Fonte: (Livro dos Médiuns – Allan Kardec)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

SER UMBANDISTA


Ser umbandista não é ser nenhum religioso; é ser cristão.
Não é ostentar uma crença; é vivenciar a fé sincera.
Não é ter uma religião especial;  é deter uma grave responsabilidade.
Não é superar o próximo; é superar a si mesmo.
Não é construir templos de pedra; é transformar o coração em templo eterno.
Ser umbandista não é apenas aceitar a reencarnação;  é compreendê-la como manifestação da Justiça Divina e caminho natural para a perfeição.
Não é só comunicar-se com os Espíritos, porque todos indistintamente se comunicam, mesmo sem o saber; é comunicar-se com os bons Espíritos para se melhorar e ajudar os outros a se melhorarem também.
Ser umbandista não é apenas consumir as obras espíritas para obter conhecimento e cultura; é transformar os livros, suas mensagens, em lições vivas para a própria mudança.
Ser sem vivenciar é o mesmo que dizer sem fazer.
Ser umbandista não é internar-se no Centro de Umbanda, fugindo do mundo para não ser tentado; é conviver com todas as situações lá fora, sem alterar-se como umbandista, como cristão.
O umbandista consciente é umbandista no templo, em casa, na rua, no trânsito, na fila, ao telefone, sozinho ou no meio da multidão, na alegria e na dor, na saúde e na doença.
Ser umbandista não é ser diferente; é ser exatamente igual a todos, porque todos são iguais perante Deus.
Não é mostrar-se que é bom; é provar a si próprio que se esforça para ser bom, porque ser bom deve ser um estado normal do homem consciente. Anormal é não ser bom.
Ser umbandista não é curar ninguém; é contribuir  para que alguém trabalhe a sua própria cura.
Não é tornar o doente um dependente dos supostos poderes dos outros; é ensinar-lhe a confiar nos poderes de Deus e nos seus próprios poderes que estão na sua vontade sincera e perseverante.
Ser umbandista não é consolar-se em receber; é confortar-se em dar, porque pelas leis naturais da vida, "é mais bem aventurado dar do que receber".
Não é esperar que Deus desça até onde nós estamos; é subir ao encontro de Deus, elevando-se moralmente e esforçando-se para melhorar sempre.
Isto é ser Umbandista.
Com as bênçãos de Jesus,  nosso Mestre.

Adaptação do Livro "Aprendendo a lidar com as crises" – Wanderley Pereira. (Ser Espírita)


quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NA UMBANDA


NA UMBANDA, é um dos elementos naturais mais receptivos com uma energia altamente atratora e condutora, ela é utilizada nas quartinhas, nos copos de firmeza dos Anjos de Guarda, no batismo, em muitos rituais da Umbanda e principalmente pelos Guias Espirituais nos momentos onde há a necessidade de realizar grande limpeza, purificação e energização de nosso corpo astral e de nossa casa, afinal existem cargas e energias maléficas que somente esse elemento natural é capaz de desfazer, limpar e equilibrar.
ÁGUA DE MAR
Ótima para descarrego e para energização, batida contra as rochas e as areias da praia, vibra energia, por isso nunca se apanha água do mar quando o mesmo está sem ondas. A energia salina do mar “queima” as larvas e miasmas astrais, principalmente sob a vibração de Yemanjá. Podemos ir molhando os chacras à medida que vamos adentrando no mar, pedindo licença . No final, podemos dar um bom mergulho de cabeça, imaginando que estamos deixando todas as impurezas espirituais e recarregando os Corpos de sutis energias. Ideal se realizado em mar com ondas. Saudemos Mamãe Yemanjá e todo o Povo do Mar.
ÁGUA DE CACHOEIRA
Com a mesma função do banho de mar, só que executado em águas doces. A queda d’água provoca um excelente “choque” em nosso corpo, restituindo as energias, ao mesmo tempo em que limpamos toda a nossa alma, é água batida nas pedras, nas quais vibra, crepita e livra-se de todas as impurezas. Além disso, é nas águas das cachoeiras que conseguimos retirar qualquer impregnação de sangue projetada em nosso corpo etérico. Ideal se tomado em cachoeiras localizadas próximas de matas e sob o sol. Saudemos Mamãe Oxum e todo Povo d’água.
ÁGUA DE RIOS E LAGOAS
Tem também grande propriedade curadora e equilibradora. Se o rio tiver pouco movimento, quase parado, assim como a lagoa ou mangue, essa água tem uma energia decantadora e curadora. Saudemos Nanã Buruquê. Se o rio for bem movimentado com corredeiras, a energia da água é energética, equilibradora e reparadora. Saudemos Mamãe Oxum.
ÁGUA MINERAL
Água da pureza, do equilíbrio, da harmonização e da paz. Envolve nossos chacras desobstruindo-os e equilibrando- os. É uma água muito fácil de se encontrar, por isso aproveitem esse Axé. Saudemos Oxalá.
ÁGUA DE POÇO
É excelente nos casos de doenças, tanto no corpo espiritual como no corpo astral, pois tem uma grande energia transmutadora. Essa água está em contato com a terra, que é o agente mais poderoso de regeneração física absorvendo a energia ruim da área afetada colocando em seu lugar uma energia boa. A cura se processa graças a uma troca de energia devido a interação entre os componentes físico, químico e energético que a terra oferece. Saudemos Obaluayê.
ÁGUA DE CHUVA
É altamente energética e purificadora. É a água que entrou em estado de vaporização e absorve toda a energia do ar, quando novamente entra em outro estado de mudança e retorna ao estado liquido, caindo do céu sobre a terra. Por isso é utilizada justamente nos momentos em que precisamos de mudança. A água da chuva, quando cai é benéfica e pura, porém, depois de cair no chão, torna-se pesada, pois atrai as vibrações negativas do local, sendo ótima também para banhos de descarrego e limpeza de ambientes, pois é ela que limpa as ruas e as encruzas carregando todas as vibrações dos trabalhos arriados nesses locais. Saudemos Yansã, Dona do tempo e das tempestades.
Fonte: www.minhaumbanda.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

DO QUE A UMBANDA PRECISA???

Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, o Preto Velho regente da casa.
Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:
“– Do que a Umbanda precisa?”
E assim um a um foram respondendo:
“- Mais união...”
“– Mais estudo...”
“– Mais divulgação...”
“– Mais respeito...”
“– Mais reconhecimento...”
Mais, mais e mais...
Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
“– Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”
Silêncio repentino no ambiente.
Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.
Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:
“É isso, a Umbanda precisa, sobretudo, de FILHOS.
Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida, seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.
Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.
Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.
Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.
Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso para retornar e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer.
Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.
Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.
Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.
Quando a Umbanda agregar em seu interior mais Filhos que qualquer outra coisa, estas necessidades que vocês tanto apontam como união, respeito, educação, ética, enfim, não existirão, pois isto só existe naqueles que não são Filhos de fato.
Tenham uma boa noite, meus filhos!”
Pai João pitou mais uma vez e desincorporou.
Diante dele, seus filhos, com olhos marejados, rosto rubro, agradeciam a lição.
Saravá a Umbanda, salve a sabedoria, salve os Pretos Velhos

Fonte: www.seteporteiras.org.br


O CONGÁ

O congá é um aglutinador de forças dentro do terreiro. Em consonância com outros fundamentos torna-se um núcleo de energia que emana e capta fazendo com que circule dentro do terreiro uma fonte difusa das irradiações. Ele esta em constante renovação de axé, sendo parte prioritária do núcleo centralizador de todo o trabalho na umbanda.

Os trabalhos na umbanda giram em torno do congá. A manutenção da disciplina, do silêncio, do respeito, da hierarquia, do combate à fofoca e aos melindres, deve ser uma constante dos zeladores (dirigentes).

Vamos descrever as funções do congá:

ATRATOR: atrai os pensamentos que estão à sua volta num amplo magnetismo de recepção das ondas mentais emitidas.

CONDENSADOR: condensa as ondas mentais que se “amontoam” ao seu redor, decorrentes da emanação psíquica dos presentes: palestras, adoração, consultas etc.

ESCOADOR: se o consulente ainda tiver formas-pensamentos negativas, ao chegar na frente do congá, elas serão descarregadas para a terra, passando por ele (o congá) em potente influxo, como se fosse um pára-raios.

EXPANSOR: expande as ondas mentais positivas dos presentes; associadas aos pensamentos dos guias que as potencializam, são devolvidas para toda a assistência num processo de fluxo e refluxo constante.

TRANSFORMADOR: funciona como uma verdadeira usina de reciclagem de lixo astral, devolvendo-o para a terra; alimentador: é o sustentador vibratório de todo o trabalho mediúnico, pois junto dele fixam-se no Astral os mentores dos trabalhos que não incorporam.

No que concerne a sugestibilidade, o Congá, por sua arrumação, beleza, luminosidade, vibração etc., estimula médiuns e assistentes a elevarem seu padrão vibratório e a serem envolvidos por feixes cristalinos de paz, amor, caridade e fraternidade, emanados pela Espiritualidade atuante. Também é através do Congá que muitas pessoas que adentram pela primeira vez em Templo Umbandista conseguem identificar de pronto quais as forças que coordenam os trabalhos realizados. Para os não umbandistas, como é saudável e balsâmico visualizar uma imagem representativa de Jesus, posicionada em destaque, como que os convidando a participar desta grande obra de caridade que é a Umbanda.

Porém, guardadas as devidas proporções, o axé do congá depende muito do fundamento preparado, dos axés agregados e das linhas vibratórias que irão se formar. Quando olhamos um congá podemos perceber em que linha de vibração e trabalho o mesmo esta atrelado ao zelador, isso vem além do seu orixá da entidade chefe da casa.

Assim quando vemos um congá estamos diante de um núcleo de energia poderoso, com uma grande energia, mistica e fundamentos que poderá, no decorrer da sua vida dentro do santo, descobrir mais.

Fonte: povo de aruanda; www.aevb.org.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

SOBRE OS IBEJIS


Na Umbanda IBEJI conhecido como Orixá-criança, duas divindades gêmeas, sincretizadas aos Santos Católicos Cosme e Damião. Protetor das crianças e determinados para a regência da infância até a adolescência. Abençoam os partos, os lares, trazendo saúde e prosperidade. Estão relacionados a tudo que brota, que se inicia: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas. São associados ao principio da dualidade. Valorizam as brincadeiras, o sorriso, a alegria, a espontaneidade e a ingenuidade; enfim, tudo que se possa associar ao comportamento típico-infantil.

É importante saber que o Orixá IBEJI não “incorpora” na Umbanda, pois são representados pelas “Crianças” que se manifestam nos Médiuns e gostam de ganhar doces, brinquedos, frutas, etc.

O IBEJI não se engana nunca, sob pena de quem o fizer, perder o gosto pela vida não vendo nenhuma motivação para a alegria e o prazer. Ao lidarmos com IBEJI não devemos esquecer que estamos em contato com uma energia infantil, a qual não devemos nada prometer se não pudermos cumprir. IBEJI ajuda sempre aos que lhes são simpáticos a troco de nada, no entanto, se prometermos teremos que cumprir.

CONHECENDO MAIS DAS CRIANÇAS DA UMBANDA

Seus filhos de santo são pessoas com temperamento infantil, jovialmente inconseqüente; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram. Costumam ser brincalhonas, sorridentes, irrequietas – tudo, enfim, que se possa associar ao comportamento típico infantil. Muito dependentes nos relacionamentos amorosos e emocionais em geral, podem então revelar-se teimosamente obstinadas e possessivas.

Ao mesmo tempo, sua leveza perante a vida se revela no seu eterno rosto de criança e no seu modo ágil de se movimentar, sua dificuldade em permanecer muito tempo sentado, extravazando energia. Podem apresentar bruscas variações de temperamento e certa tendência a simplificar as coisas, especialmente em termos emocionais, reduzindo, às vezes, o comportamento complexo das pessoas que estão em torno de si a princípios simplistas como “gosta de mim – não gosta de mim”. Isso pode fazer com que se magoem e se decepcionem com certa facilidade.

Ao mesmo tempo, suas tristezas e sofrimentos tendem a desaparecer com facilidade, sem deixar grandes marcas. Como as crianças em geral, gostam de estar no meio de muita gente, das atividades esportivas, sociais e das festas.

A grande cerimônia dedicada a estes orixás acontece a 27 de setembro, dia de São Cosme e Damião, quando comidas como caruru, vatapá, bolinhos, doces, balas (associadas às crianças) são oferecidas tanto aos orixás como aos freqüentadores dos terreiros.

Nota-se a influência de IBEJI no comportamento das pessoas, quando nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram.

Seu dia festivo é 27 de setembro, dia da consagração a São Cosme e São Damião, que eram médicos e dedicaram suas vidas às crianças pobres, sem receberem dinheiro pelos seus serviços. A popularidade desses Santos irritou um cônsul Romano, numa época em que os Cristãos eram perseguidos. Foram presos, torturados e, por fim, degolados por recusarem a abdicar de sua Fé, isto no ano de 287, durante o Império de Diocleciano.

Em muitos Terreiros, sempre os chamam para a limpeza espiritual, da assistência e dos Médiuns, após sessões pesadas na maioria das vezes encerram com IBEJI.


sexta-feira, 17 de setembro de 2010

LINHA DOS EXÚS MIRINS


Na Umbanda existe uma linha pouco comentada e compreendida, sendo por isso mesmo, pouco respeitada. É a linha de Exú Mirim. Poucos trabalham com essas entidades tão controvertidas e misteriosas, sendo que alguns até duvidam da existência deles.

Exú Mirim é uma entidade que trabalha lado a lado com as crianças, sendo muito brincalhão. Com sua irreverência resolve qualquer mal e auxilia na segurança do Centro. Os Exus Mirins se apresentam como crianças travessas, brincalhonas, espertas e extrovertidas. Não são espíritos humanos, pois nunca encarnaram, são encantados vivenciando realidades da vida muito diferentes da nossa.

Exú Mirim pertence à linha de esquerda, trabalhando junto com os Exús e as Pomba-Giras para a proteção e sustentação dos trabalhos da casa. Enquanto Exú vitaliza os sete sentidos da vida e a Pomba-Gira os estimula, Exú Mirim traz situações complicadas, para que utilizando o vigor e estimulados, possamos vencer essas situações e evoluirmos como espíritos humanos. Apesar de serem bem agitados, devem manifestar-se sempre com bom senso e respeito, pois num Centro de Umbanda, eles vêm para a prática do bem sobre comando direto dos Exús e Pomba-Giras, os guardiões da casa.

Trazem nomes simbólicos análogos aos dos Exús, revelando seu campo de atuação, energias, forças e Orixás a quem respondem. Assim, temos Exus Mirins:

- ligados ao Campo Santo: Caveirinha, Covinha, Calunguinha, Porteirinha,

- ligados ao fogo: Pimentinha, Labareda, Faísca, Malagueta,

- ligados a água: Lodinho, Ondinha, Prainha, entre muitos e muitos outros.
 
Temos Exús Mirins atuando em cada uma das Sete Linhas de Umbanda.

Quando respeitados, bem direcionados e doutrinados pelos Exús e Pomba-Giras, tornam-se ótimos trabalhadores, realizando trabalhos magníficos de limpeza astral, cura, quebras de demandas, etc.

Uma força muito grande que Exú Mirim traz é a força de desenrolar a nossa vida, levando todas as nossas complicações pessoais. Também são ótimos para acharem e revelarem trabalhos ou forças negativas que estejam atuando contra nós.

YALORIXÁ LÚCIA D'IANSÃ

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

LINHA DO ORIENTE


A Linha do Oriente é parte da herança da Umbanda brasileira. Ela é composta por inúmeras entidades, classificadas em sete falanges e maioritariamente de origem oriental. Apesar disso, muitos espíritos desta Linha podem apresentar-se como caboclos ou pretos velhos.

O Caboclo Timbirí (caboclo japones) e Pai Jacó (Jacob do Oriente, um preto velho bastante versado na Cabala Hebraica) săo os casos mais conhecidos. Hoje em dia, ganha força o culto do Caboclo Pena de Pavăo, entidade que trabalha com as forças espirituais divinas de origem indiana.

Mas nem todos os espíritos săo orientais no sentido comum da palavra. Esta Linha procurou abrigar as mais diversas entidades, que a princípio năo se encaixavam na matriz formadora do brasileiro (índio, português e africano).

A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradiçőes budistas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a freqüentar a Umbanda e trouxeram seus ancestrais e costumes mágicos.

Antes destas datas, também era comum nesta Linha a presença dos queridos espíritos ciganos, que possuem origem oriental. Mas tamanha foi a sim¬patia do povo umbandista por estas entidades, que os espíritos criaram uma “Linha” independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensinamentos. Hoje a influęncia do Povo Cigano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.

Existem muitas maneiras de classificar esta Linha e este pequeno artigo, năo pretende colocar uma ordem na maneira dos umbandistas estudarem esta vertente de trabalho espiritual. Deixo a palavra final para os mais velhos e sábios, desta belíssima e diversificada religiăo. Coloco aqui algumas instruçőes que colhi com adeptos e médiuns afinados com a Linha do Oriente.

Namaste e Salve o Oriente!

Texto de Edmundo Pellizari, retirado do Jornal de Umbanda Sagrada

A PEMBA


Vemos nos terreiros vários objetos sendo usados como instrumentos de trabalho, são poderosos elementos energéticos que facilitam a ação espiritual beneficiando o assistido. Entre tantos elementos como águas, charuto, pedras, ervas, velas, toalhas, quero chamar a atenção para a PEMBA.



A pemba é um dos elementos de maior poder energético que a Umbanda tem e é usada durante, antes e depois de uma gira espiritual acontecer, além disso, é um elemento que representa e atua na Umbanda em todos os sentidos e de várias formas. Não é à toa que nos referimos aos médiuns umbandistas como “filhos de pemba”, não é à toa que a pemba não pode faltar em qualquer ato ritualístico da Umbanda, seja casamento, batizado, ato fúnebre ou mesmo nas giras assistenciais, não é à toa que, antes do atendimento assistencial, pontos são riscados pelos guias e, com certeza, conhecem coisas que nós nem fazemos ideia.



Quando ela é usada como pó junto com a energia do sopro, envolve todo o ambiente e todos os espíritos encarnados e desencarnados de forma poderosíssima, iniciando um trabalho de limpeza, harmonização ou até de descarga; claro que isso depende da composição dos elementos adicionados à pemba que está sendo utilizada e da forma que é soprada essa pemba.



Quando usada nos Pontos Riscados, o símbolo riscado transforma-se em um Símbolo Sagrado com grande Poder de Ação, traz toda a força misteriosa da “Grafia dos Orixás” que são signos e símbolos magísticos que abrem ou fecham portais, que trazem ou repelem energias, ativam ou desativam forças astrais e da natureza, portanto têm o poder de fechar, trancar, abrir, quebrar, direcionar, harmonizar, transformar, equilibrar os Terreiros, assim como os médiuns pois atuam em seus campos mediúnicos.



Importante comentar que a escrita mágica simbólica com seus infinitos signos e símbolos é tão antiga quanto a humanidade e são encontrados pelos arqueólogos em construções antiquíssimas, em túmulos, dentro de templos religiosos, lugares de cultos, seitas. Mesmo porque a comunicação escrita surge através de símbolos, traços, pontos e não através de letras como estudamos hoje. Portanto, essa escrita mágica simbólica, usada pelos guias espirituais, não é propriedade da Umbanda e sim, é um bem colocado à disposição da humanidade pelos povos antigos e pelos seres espirituais superiores que dela muito tem se servido no decorrer dos séculos.



A Pemba também é usada no médium como forma de Cruzamento, esse ato melhora a mediunidade, protege, potencializa o dom mediúnico etc. O Cruzamento com Pemba é um ritual utilizado na Umbanda importantíssimo. Sabemos que um médium de incorporação antes de iniciar seus trabalhos espirituais tem que ser cruzado abrindo e fechando canais energéticos, magnéticos e divinos.



Claro que não para por aqui, mas acredito que com essas informações dá para se ter uma idéia de como é necessário o conhecimento e o bom senso, afinal é necessário saber confeccionar e consagrar uma pemba, saber preparar as misturas e saber assoprá-las, saber o que representa, pelo menos alguns Símbolos Sagrados e suas funções, direções, energias, pontos de entrada e saída.



Saiba que, infelizmente, têm muitas pessoas riscando pontos aleatoriamente sem um pingo de cuidado e conhecimento e, com isso, estão abrindo portais negativos, ativando baixo astral e, pior, invertendo pontos Sagrados sem ao menos se darem conta do reflexo de suas ações. Saiba, o mau uso da Pemba ou do Ponto riscado pode levar a consequências imprevisíveis, comparáveis as de um leigo em assuntos de eletricidade, entrando numa casa de força e pondo-se a manejar as chaves ou embaralhando os fios, o que acabará provocando curtos-circuitos, incêndios e eletrocussões em si e nos outros.



Não podemos esquecer que simbolicamente a PEMBA é a caneta da Umbanda, é com ela que registramos todas nossas ações no Livro Sagrado da Lei.



Espero que com isso esclarecido acenda-se a Luz do Conhecimento, da Responsabilidade e do Bom Senso sobre todos e que, acima de tudo, nos tornemos capacitados para lidar com tantas coisas Sagradas e com tantas pessoas necessitadas.



Fica aqui meu apelo: ESTUDEM…



Chega de boas intenções. Precisamos SABER, ENTENDER e AGIR COM RESPONSABILIDADE E SABEDORIA.



Trechos retirados da apostila “PONTO RISCADO & PEMBA NA UMBANDA”, material didático que pertence ao grupo de estudo Ponto Riscado e Pemba na Umbanda ministrado por mãe Mônica Caraccio no Centro Cultural e Social de Umbanda Carismática