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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

OGUNDANA


"Ogundana, meu filho, a aldeia está triste, tu sumiste deste chão;
Oxum está chorando no rio, os trovões de Xangô estão bravios,
Ogum, seu guardião e padrinho, pediu a Exu ordenança, prá te encontrar, te entregar a lança e o Agadá.
Meu filho, essa é a tua herança.
Por favor, mantenha as tranças de Xangô no teu cabelo,
E trate com muito zelo os colares de nanã.
Tua avó, tu bem sabes, tem o amor capaz do milagre,
E o seu neto preferido não será jamais ferido, nem cairá em armadilhas.
Iemanjá vai escutar os pedidos de tua família.
Ah! Meu querido menino, tua falta eu lamento,
Mas desde o colo uterino conheço teus movimentos.
O vento de Iansã, em ti recém-nascido,
Soprou forte em teu ouvido que esse mundo era grande.
E onde quer que tu andes, ela estará por perto.
Nas savanas, nos desertos, quando houver ventania,
É ela de companhia, não esqueças esse conselho.
A divindade guerreira, - minha mãe, sua sua cria, - Vai te encher de ousadia!
E que preciosa aliança, quando Oxum dá temperança,
E Nanã dá paciência.
Oxóssi sopra a ciência dos ungüentos curativos.
E Omulu a sapiência do mundo dos mortos e dos vivos.

Que teu Xangô te proteja
Oh, filho, onde quer que estejas,
Que a luz de Oxalá te veja.
Oh, Zambi! Que assim seja!

Carta extraída do livro Ogundana - O Alabê de Jerusalém

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