
Algumas pessoas encontraram um livro sobre morangos e, com o que conseguiram de informação, criaram algumas religiões defendendo o que leram, dizendo: "Nós lemos no livro do morango que os verdadeiros morangos são frutas que crescem no campo, no inverno"...
Outras pessoas que conseguiram algumas fotografias dos morangos, criaram outras religiões, cada uma delas dizendo: "Nós temos as fotografias dos morangos e podemos provar que eles são vermelhos, com folhas verdes, tamanhos variados..."
Outras viram um campo de morangos de longe e com o que puderam observar criaram outras religiões dizendo: "Nós vimos os campos de cultivo dos morangos e pudemos constatar que eles são plantados do jeito tal, colhidos de tal jeito..."
Ainda outras pessoas que puderam pegar nas mãos alguns morangos, criaram outras religiões dizendo: "Nós pudemos tocar os morangos e podemos afirmar que eles têm tamanhos variados, formatos parecidos..."
Poucas pessoas, no entanto, que conseguiram verdadeiramente comer morangos, não criaram religião alguma. Simplesmente saborearam as frutas, mas não explicaram o que haviam sentido.
Eu posso experimentar um morango e descrevê-lo como sendo doce, mas outra pessoa pode provar do mesmo morango e achar que ele é azedo.
O importante é que nós tenhamos o direito de ver, cheirar, tocar e degustar como quisermos ou pudermos, mas nunca acreditar que a nossa maneira é a única que existe.
Que a verdade seja sempre maior do que a certeza e que o amor seja sempre maior que a intolerância.
Extraído do Jornal "Nova Era Maçônica" - Ano IV - Nº 35 - Nov/Dez 2006
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